domingo, 30 de agosto de 2009

"Como posso viver sem minha vida? Como posso morrer sem minha alma?

http://thelastdanceofrick.blogspot.com/
Gozava eu de um mês de bom tempo à beira-mar, quando travei relações com a mais fascinante das criaturas, para mim um verdadeiro deus, tanto que nem conhecimento tomou de minha pessoa. "Nunca lhe confessei o meu amor" de viva-voz. Mas se os olhos falam, o mais simplório dos imbecis poderia verificar que eu estava completamente louco pelo nosso amor.
(No morro dos ventos uivantes.)

Nos pantanos ventosos
Nós rolamos e caimos no gramado
Você tinha um temperamento, como o meu cíume
Muito quente, muito ganancioso
Como você pôde me deixar
Quando eu precisava te possuir?
Eu te odiava, te amava também

Pesadelos durante a noite
Eles me disseram que eu ia perder a luta
Deixo pra trás minhas devastadoras, devastadoras
Devastadoras Alturas

Heathcliff, sou eu, sou Cathy, voltei pra casa
Estou com tanto frio, me deixe entrar na sua janela
Heathcliff, sou eu, sou Cathy, voltei pra casa
Estou com tanto frio, me deixe entrar na sua janela

Fica escuro, fica solitário
No outro lado de você
Eu anseio, acho o terreno
Desmorona sem você
Estou voltando amor, cruel Heathcliff
Meu sonho, meu único mestre

Por muito tempo eu vago pela noite
Estou voltando pro lado dele pra acertar
Estou voltando pra casa pra devastadoras, devastadoras
Devastadoras Alturas

Heathcliff, sou eu, sou Cathy, voltei pra casa
Estou com tanto frio, me deixe entrar na sua janela
Heathcliff, sou eu, sou Cathy, voltei pra casa
Estou com tanto frio, me deixe entrar na sua janela

Oh deixe eu ter, deixe eu levar sua alma pra longe
Oh deixe eu ter, deixe eu levar sua alma pra longe
Você sabe que sou eu, Cathy

Heathcliff, sou eu, sou Cathy, voltei pra casa
Estou com tanto frio, me deixe entrar na sua janela
Heathcliff, sou eu, sou Cathy, voltei pra casa
Estou com tanto frio, me deixe entrar na sua janela
Estou com tanto frio
(kate Bush)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A falta-Meu amor utópico


Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundado diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs SEM esperança, noites SEM aconchego, tardes SEM beleza....
sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Apesar de tudo chego até o fim

Nunca me conformei com o fim de nada. Por mais que eu sentisse que era a hora. Por mais que eu quisesse ou precisasse me livrar das coisas. O “acabou” sempre chega ou chegou como se eu jamais tivesse parado pra pensar nele. Cruel, terrível e doloroso além de mim.

O último dia em qualquer coisa que tenha durado tempo suficiente pra me fazer dormir sorrindo com o dia seguinte. Um emprego, um curso, uma casa, uma viagem especial, um relacionamento. O ultimo dia do ano. Sempre tristes, sempre cheios de momentos em que eu preciso me isolar e ficar de um quase desespero catatônico. Uma vontade de sair correndo sem me mexer. Um pavor calmo e, pra quem nada entende de espasmos assustados, até sorridente. Abaixar e abrandar tudo em mim que ainda se debate pra continuar onde estava. Subindo loucos para a minha testa, todos eles. Mas quem são esses eles que sobem pra minha testa? Um mal estar em velar a vida que acabou pra poder continuar. Uma mistura caótica de enterro com nascimento, tipo se apaixonar.
Uma coisa horrorosa me assusta e eu quero algo que não é nem a minha mãe e nem a minha cama e nem a minha casa. . Ainda existe ir embora. Mas da onde? Eu sempre querendo ir embora. Mas pra onde? Quero um colo e um quente e um ombro que nunca conheci. Não é de homem, de amor, de força. O que é isso? Um enjoado que não faz passar mal. Um frio que não precisa de agasalho. Uma necessidade absurda de ir para um lugar que eu nem imagino qual seja. Uma saudade de vida inteira como se eu já tivesse vivido. Uma coisa enorme e ao mesmo tempo concentrada naquela picadinha de inseto atrás do meu joelho que incha e incomoda do tamanho do mundo. Uma angústia que estremece até aqueles cantos da gente que a gente passa batido. Uma coisa de cantos e não de peitos. Mas que acaba com o oxigênio.
Preciso me escutar. Mas não tenho nada pra me dizer. Só esse vão dos pensamentos. Só esse intervalo de motivos. Só a soneca merecida do carrasco que mora no centro da minha cabeça. Só o momento alienado das listas. Esse bueiro vazio embaixo da vida. Essa falha da linha embaixo do que se tem a dizer. Esse nada que caio, de vez em quando, e que também não tem nada pra me dizer a não ser que o mistério também faz parte. Assim que eu me sentir mais leve, simplesmente saio dele, sem nada concluir. Não dá pra forçar, levar um choque de voltar pra superfície. Só o que existe é enfrentar esse algo que jamais soa como algo a ser enfrentado, já que não é nada.
Coloca aí 1crush para eu chorar? fico torcendo pra ter essa porque ela sempre explica, de alguma maneira, o fim das coisas. Não é de morte, mas é de morrer. Entende? Coloca? . Ninguém tem ? . Mas se eu contar pra alguém, vão me mandar pra médicos e remédios e curandeiros. Como se tivesse solução pra ter nascido. Ninguém entende nada. Não quero nada e nem ninguém. Aperto meu celular apenas pra lembrar que existe, ainda, uma lista de querer dentro de mim. Que uma hora volta. Daqui a pouco eu volto e tudo volta.
Estamos todos morrendo! Acabou. Ta acabando. Vai acabar. E isso é...putz, e isso é tão lindo que eu queria poder, agora, amar demais tudo e todos. Amar daquele jeito perfeito que dura um segundo e não quer nada em troca. Quero meu amor de jeito enorme e grosseiro que ele tinha. E é como se o diabo me filmasse para eu saber, pra sempre, o quanto me traio pra jamais sucumbir a minha estranheza. O quanto deixo de assustar os outros com a minha maluquice e me assusto com a maluquice dos outros em mim. Grito pra dar de presente ao mundo minha presença, ainda que nem eu possa senti-la nessas horas.
Acabou. Quero todos tão bêbados que eu poderei ser estranho ou infeliz ou bizarro ou nulo como bem entender. Talvez ir dormir, por exemplo. E poderei me libertar dessa obrigação pavorosa de estar feliz e simpático e emanando coisas boas. A ditadura da felicidade.
É isso. Não sei ser feliz com os finais que chegam. Mas sempre dou um jeito de me divertir quando sou eu que, apesar de tudo, chego até o fim.

A sós;


Decidi que não irei chorar por mais nada,
mesmo minha dor ou a de outro.
Cansei de toda a bondade pura sem espera da troca,
pois calejados estão meus dias, meus pés e minhas mãos
por andarem pelas mesmas ruas sem asfalto com pedras nas mãos
nos dias carentes de um relógio no pulso.

Do amor que conheço, não há exemplar.
De amor que vivi, não quero mais:
Cansei de toda a lorota que engana à primeira vista.

E como eu quero? O que quero?
Mesmo sentimento que pergunta, responde.
O mesmo sentimento bom de memoria,
que aprendeu sonhar somente com aquilo que pode ter,
nada mais.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

a nova cor

Eu não quero mais sair
Não pretendo ver a rua com o mesmo concreto,
Que de certo só possue o cinza, tão cedo.

Tantas vezes quis colorir uma rua que minha não é;
Do verde ao castanho, nenhum azul seria estranho;
Nenhum pecado daria um gosto amargo a minha vida.

Porém, cada passo em descompasso me fere um pouco
E o vermelho sangue sobrepõe um existir só meu,
Tão meu e tão seu - Nosso... nossa!

Desejo apenas que a espera não me fira com a certeza e não me encante pela surpresa.

sábado, 22 de agosto de 2009

Quisera eu

Quisera eu
Ser a primavera
A boa-nova
Os sabores da vida
Dentro da sua tigela colorida
De tons incomuns
E colorir um a um
Os seus momentos nus
Queria ser
Quem você quisesse ver
Te dar bom dia antes do sol
E sem tem acordar, mergulhar
Debaixo do seu lençol
Quisera eu, como eu queria
Saber que você me espera
Na próxima esquina
Pra irmos pra casa

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sem tempo para editar/Coisas em minha lista do que eu jamais faria

Dizem que, não importa qual seja a verdade, as pessoas vêem o que querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrirem que estavam olhando a mesma cena por todo o tempo. Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase acabaram com elas. Algumas pessoas podem ver o que estava na sua frente o tempo todo. E ainda há aquelas pessoas que correm o máximo que podem para não terem que olhar para si mesmas.
No meio disto tudo quem sou?Não sei,sou muitos só ainda não sei qual.

Cretino, Teimoso, egocentrico e neurótico, sou a sintese da pessoa de alto custo - aqueles que são custozos amar,falar bem,falar mau,desejar,embriagar,tranzar,sofrer e de suma importancia viver ao meu lado.(Enfim não trago muito beneficios a qualquer um) Mas eu tenho um bom coração que sei que eu deveria dá-lo há alguem que se importe
Sou um mimado desses qualquer.Daqueles mais insuportáveis, da pior espécie; um sacana,que vive para sacanear o mundo,se você odeia esse tipo de pessoa vai querer que eu morra junto aos meus iguais,mas sempre há uma exeção de forma que a minha especie irá perdurar e proliferar...
Tenho um ´´coração terno que odeia o vasto vazio negro...´´
As vezes nem sabemos o erro que cometemos para chegar onde se está ou descobrimos bem a tempo para acertar novamente, mas cada erro acontece por uma razão para te ensinar uma lição que nunca teria aprendido... e felizmente você nunca mais comete aquele erro novamente!

Ás vezes, o herói finalmente faz a escolha certa, mas no momento errado. E como dizem tempo é tudo.
Tenho que ser frio para ser o Rei do jogo.Ouvi dizer sobre um``REI`` que pensou com o coração e morreu decapitado.Ou seja esqueça tudo que te aflinge(impossivel) e foque no premio.

Mundando de assunto vou falar das ´´vadias´´ de todas as especies,vadias não aparecem do nada,elas estão aqui por algum motivo. Lindas,gostosas e burras,de vez em quando nem são mulheres são homens o que faz deles piores do que elas,harmonia transcendente de seus corpos mais usados que nota de R$1 só se equipara à venalidade deles; seus olhos brilham como os do Tio Patinhas quando percebem na obscuridade da boate um cartão de crédito dourado. Além do mais, eles sabem muito bem que ouro e prata estão dificilmente separados um do outro, e que um cartão Gold rima quase sempre com têmporas prateadas. Não que isto importe mas adoro vocês piranhas!
Essas boates é o mundo em miniatura. Em tudo o que ele tem de mais vil, de mais baixo, sustentado por um mercantilismo de bundas. A bunda das piranhas é o passaporte delas, elas precisam, portanto, mostrá-la para os bundões que pagam as garrafas. Com uma carteira polpuda que se avoluma no bolso direito. Cú, grana, ele, grana; isso me dá vontade de vomitar.
O espaço vital de um indivíduo é determinado neste planeta por uma garrafa. Muito bem. Ainda bem que sou o cara das garrafas e nunca no lugar daqueles que se vedem por qualquer coisa,uma garrafa,na qual bebo no gargalo de pelo menos quantas eu quiser em uma noite.(Mas isto é um paragrafo a parte,no qual nunca digo sobre a minha vida privada,e sim sobre o que eu sinto,não cabe a mim falar sobre aleios)
muito confuso e sem tempo para organizar todas as ideias ditas.
Beijos e abraços,beijos e abraços



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E que começe um novo jogo

Alguns dizem que o amor de verão é passageiro. Mas algumas vezes o que começa como passageiro, pode levar até a coisa de verdade. Uma simples viagem à praia pode ser tudo o que precisamos para clarear nossas mentes e abrir nossas cabeças, e escrever um novo final para uma velha história. Também tem os que são queimados pelo calor. Eles só querem esquecer e recomeçar. Enquanto existem outros que querem que cada momento dure para sempre. Mas todo mundo pode concordar em uma coisa: bronzeados vão embora, as luzes são apagadas, e nós ficamos todos cansados de ter areia em nossos sapatos. Mas o verão é o começo de uma nova temporada, então nós nos encontramos olhando para o futuro. Vocês não viram nada ainda.
Assim como as estações, as pessoas têm a habilidade de mudar. Não acontece com freqüência, mas quando acontece, é sempre para o bem. Algumas vezes leva o quebrado a se tornar inteiro de novo. Às vezes é preciso abrir as portas para novas pessoas e deixá-las entrar. Na maioria das vezes, é preciso apenas uma pessoa que tenha pavor de demonstrar o que sente para conseguir o que jamais achou possível. E algumas coisas nunca mudam.
O problema dos novos começos é que eles precisam de algo para terminar. Alguns finais levam um tempo para se revelarem. Mas quando isso acontece, eles são mais fáceis de ignorar. Alguns começos iniciam tão silenciosamente, que você nem nota quando acontecem. Mas muitos finais vêm quando você menos espera. E o que eles pressagiam é mais negro do que você imagina. Nem todos os começos são para se celebrar. Muitas coisas ruins começam: brigas, época de gripe. E a pior de todas... sofrer
Quando chega ao fim, gostaria de listar todas as coisas pelas quais sou grato. Sou grato porque não importa o quanto as coisas fiquem complicadas, amizades antigas podem ser "reanimadas". Sou grato pelos novos relacionamentos que nos ajudam a perceber o quanto nos distanciamos de quem éramos. E o quão próximos ficamos quando podemos ser nós mesmos. Sou grato por saber que não importa o que digam, você pode voltar pra casa, sendo a sua ou não. Pelo que sou mais grato? Como em um dos dias mais solidários, as pessoas ainda fazem coisas imperdoáveis?Não sei,o importante é que como o vento não conheço nada que não passe.
Assinado, selado e entregue, sou seu.
E que começe um novo jogo
ps:adoro jogos!

sábado, 15 de agosto de 2009

apague as luzes!

A felicidade é uma ilusão de ótica, dois espelhos que refletem entre si a mesma imagem ao infinito. Nem tente buscar a imagem original, não existe nenhuma.
Não diga que a felicidade é efêmera. A felicidade não é efêmera. O sentimento que se sente e é tomado como felicidade quando se está apaixonado, quando se teve sucesso em alguma coisa, é uma liberdade condicional antes de conhecer a pena: o ser amado não se parece com nada, o que você conseguiu não serve para nada. Isso não o faz infeliz, mas consciente. A felicidade não acaba, ela apenas se retifica.
Nós inventamos a luz, para negar a escuridão. Colocamos as estrelas no céu, plantamos postes a cada dois metros nas ruas. E lâmpadas dentro de nossas casas. Apague as estrelas e contemple o céu. O que você vê? Nada. Você está diante do infinito que o seu espírito limitado é incapaz de conceber, de forma que você nada mais enxerga. E isso o angustia. É angustiante estar diante do infinito. Fique calmo; os seus olhos sempre encontrarão as estrelas obstruindo a trajetória deles e não irão mais longe. De forma que o vazio dissimulado por elas será ignorado por você.
Apague a luz e arregale os olhos ao máximo. Você nada verá. Apenas a escuridão, a qual é mais percebida do que vista por você. A escuridão não está fora de você, a escuridão está em você. Eu carrego a maldição da lucidez. Os olhos da minha alma estão arregalados sobre a vida e contemplam o vazio. E, contudo, já brilhou em mim a fagulha enganadora de uma esperança indefinida, a qual me fazia esquecer, por instantes, o gosto amargo da medula apodrecida do mundo,única barreira entre mim e a auto destruição.
vivo pq?não sei.
Toda as manhãs, eu me solto dos braços de meu travesseiro, petrificado com a ideia dessas horas intermináveis que se sucederão lentamente até que eu possa remergulhar no esquecimento benéfico de um novo sono.
Como é preciso passar o tempo e impedir o pensamento, eu me ocupo. Da maneira mais -TIL possível. A superficialidade é a única pana- céia de minha latente depressão. E eu a agito por cima de minha cabeça para expulsar minhas ideias obscuras, fiz dela uma arte de VIVER.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Odiei a minha vida,quero viver outras;

Acordei com um péssimo e peculiar humor;
Sempre gostei do sofrimento, Eu me comprazia a exacerbar minhas decepções, meus pensamentos amargos; a comunicação torta entre meus pais e mim, a incompreensão das outras crianças, em geral cruéis e limitadas, com as quais eu não podia, por tanto, almejar qualquer cumplicidade, numa indiferença que se prolongou até a minha adolescência, quando compreendi que era melhor aparentar saber menos que os outros, tudo aceitar, fazendo ar de idiota... foi mais ou menos por essa época que comecei a pressentir que a vida era absurda, o que me foi confirmado por um 100 números de leituras, que eu estava, cutucando o mal estar, que a pergunta "de que adianta?"aparecia cada vez mais, tornando-se intolerável, essas diversas corrupções do ser humano no qual queria acreditar, o buraco negro do futuro que levaria inexoravelmente à morte, e o buraco negro de verdade, e outras reflexões do genero contra as quais eu nem sequer procurava refletir.A minha vida mudou radicamelte, nada, senti de início, apenas um tipo de satisfação abjeta de ver realizar-se esta minha intuição de que fora feito para sofrer. E esta coisa surpreendente: a de que eu não estava sofrendo. A minha tomada de consciência ocorreu diante da primeira coisa que eu me apeguei,um copo cheio de alguma bebida. Ficara sem fôlego, com a impressão de que uma espécie de inferno faiscante estava pipocando na minha cabeça...A crise que se seguiu deixou apavorado até mesmo a mim.
Eu me tornei uma máquina de ressentimento, chorando quando queria chorar, rindo quando queria rir.
Agora eu nem mesmo sei o que sou,alguém com o coração castrado,que perdeu a fé no ser humano,nas pessoas que preferem viver de ilusões,o ser humano é sujo e durante muito tempo ele foi meu maior medo.
Não mais agora que sou incapaz de ter empatia por alguém...
Odiei a minha vida quero viver outras

sábado, 8 de agosto de 2009

Um brinde a mim!

A irritante comédia da mudanidade começou
Todas as pessoas escrotas que tenho que explicar aonde estive todo esse tempo,vodkaaa por favor!!!! sim eu não perco os bons hábitos.
Há séculos que eu não me via num estado igual. Tudo gira ao meu redor, o oceano de rostos me engole, quase caio toda vez que dou um passo, mas não estou nem um pouquinho ligando para o meu estado de embriaguez mórbida. Pelo contrário, adoro.
Meu velho hábito de querer tudo pra mim,que saudade de eu mesmo!!! A verdade é que eu ando me mimando um pouquinho,e claro eu não poderia perder algumas coisas.
Mas a vida é isto aparecer com as gengivas anestesiadas e super satisfeito consigo mesmo,chutando sem remorsos os obstáculos feitos de carne decrépita e pegajosa que me barram o caminho.
Bom a minha vida é um drama!
Não esperem que esta história termine em tragédia, não há nenhuma.
Encaro o futuro como uma eternidade de provações e fastio.
Não tenho mais tempo para nada a não ser feliz
Vou continuar a sair, a cheirar, a beber e a perseguir os babacas. Até que eu morra.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Meu cinico retrato

Sou o símbolo da persistencia ante marxista,a encarnação dos privilégios inebriantes de quem ama o capitalismo.
Passo o dia inteirinho fingindo fazer algo,enquanto alguns passam o dia inteirinho trabalhando pra pagar as suas porcariasinhas que precisam.
Mergulhado na loucura policefálica das tentações ostentatórias,confesso que tento mas não consigo deixar meus abitos de consumista.
Visto que trabalhar não está em minha lista de talentos,quero me divertir com eles e isto basta.
Lutar por alguma coisa:Em primeiro lugar não sei nada a respeito
Segundo:Então nem vou ousar dizer
Enfim as coisas estão indo bem para mim,a minha única preocupação é com a roupa que vestirei hoje,uma vez que não compro nada por pura preguiça a dias,(logo hoje que vou comemorar a minha saúde que acaba de ser confirmada estar novinha em folha,posso recomeçar tudinho novamente)
mas tudo bem estou absolvido de tudo,não tenho remorso de nada,nadinha mesmo!
Engraçado ultimamente nada aflige meu ego que está intacto e muito bem obrigado,apesar de ter quase quebrado a garrafadas a cabeça de um infeliz patético que estava 15 veses mais doidão do que eu,nem o arrependimento me abalou (No outro dia eu já estava rachando de rir).È preciso tomar cuidado com esses caras que usam rolex Empório Armani(Sobre esse nem vou comentar não é mesmo? Sei que a carapuça vai servir)
O único agravante em minha vida é um desses males para os quais não há cura,a culpa não é minha.(e já que não é,eu to dizendo um grande vai se foder pro mundo)
eu tomo remédio para a minha saude que agora é delicada, saio todas as noites, bebo, cheiro,
tenho crises histéricas, choro, berro, e meu pai só me dá dinheiro, dinheiro e mais dinheiro, mas é fantástico!!!
sobre mim, sobre meu pai, sobre a vida em geral. Não me arrependo de absolutamente nada, foi bom.
Enquanto houver um raio de sol do lado de fora dessas janelas continuarei tendo vontade de acreditar na felicidade,e é assim que sou feliz.
Mesmo com a minha ligação torta com o mundo,sobre isto eu estou sem tempo,como disse estou feliz demais para desabafos.
Bom mesmo que eu sempre tenha me enganado com as minhas idiotices lunáticas,resolvi me aceitar,sei que na cabeça tenho uma máquina que pensa cada vez mais na próxima coisa pra consumir(roupas,pessoas,lugares,sonhos),um aspirados de pó no lugar do nariz,e nada no lugar do coração.
Estranho admitir o quanto mais posso ser vazio,mas que agora não estou disposto a ocupar meu tempo ocioso com as minhas brincadeirinhas de ser um ser humano.
Enfim quanto drama eu posso ainda suportar? Não sei,a verdade que eu pouco me importo com qualquer coisa.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Morrer não dói;

Este é você, na chuva.
Nunca pensou que fosse fazer algo assim.
Você nunca se viu como - não sei como descreveria - como uma dessas pessoas que gostam de olhar a lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol.
Deve saber que tipo de pessoas estou falando.
Talvez não saiba.
Seja como for, você gosta de ficar assim: lutando contra o frio, sentindo a água penetrar na sua camisa e a sensação do chão ficando fofo debaixo dos seus pés e do cheiro. Do som dá água batendo nas folhas e todas as coisas que estão nos livros que você não leu.Esse é você.Quem teria imaginado?Você!
Eu nunca mais passaria por isto.
Por dois segundos meu coração parou de bater,antes disto eu só pensava em querer voltar e fazer da minha vida tudo diferente,cada tempo gasto atoa,cada vontade engolida,eu estava morrendo e não havia feito nada da minha vida,um nada que estava morrendo,sonhos que cessavam agora rápido e indolor,morrer não dói!
Eu achei que ele não aguentasse mais,mas meu coração voltou a bater,bom vivo de novo,mas sem poder andar mas mesmo com auxilho de cadeiras de rodas,tomando medicamentos que eram fortes demais para mim,eu vi um sentido novo na vida,e vi que enquanto eu estava morrendo algo morria ali junto,alguém que eu fui e que passou com o vento,´´agora sei que não sou de ficar sou de ir´´,Sei que não estou totalmente bem e que terei de me tratar durante 6 meses a 1 ano,mas eu nunca me senti feliz como me sinto agora,pois eu me amo,pois sou feliz e nada pode parar isto!
Eu precisei estar preso para me esperar,eu precisei morrer para existir.
Eu sempre soube que para eu ser feliz algumas coisas tinha de ir,alguns barcos ruins tinham de velejar sozinhos,mas nunca me dei conta do quanto eu co-existia,do quanto eu fui infeliz,insatisfeito,para baixo,coisas que deveriam ir logo,coisas estúpidas que eu não voltaria a viver por nada!
Nem sei por onde começar a viver,são tantas escolhas que acho que ficarei com todas,meus velhos e novos abitos de felicidade,nos quais eu não trocaria por nada!