Para quem sabe do amor.
Não sei se escrevo. Fico nesse dilema de transformar todo o meu sentimento em palavras, porque se começar a digitar, a possibilidade de não conseguir parar, é grande. E agora tudo descoberto, porque eu quis, e achei mais correto, como já disse em outros dias, quem sabe você venha a ler. E eu posso me arrepender do que falo. Assim como, posso me orgulhar. Face de dois gumes, o que faço de melhor nessa vida, é passar o que sinto pro papel computador e disso, não há escapatória. Confirmar uma suspeita do que me era inimaginável doeu. A resposta da pergunta cretina, violentou e bagunçou o que ainda era sentimentos prematuros, em formação. E a cartada final, a seriedade e crédito zero que me eram creditados, desembocou onde deu. Na minha cama, no meu filhote netbook, chorando até desidratar. Que as lágrimas caiam, não são feitas para prestações. Tudo de uma vez lava a alma, e elimina aos poucos o que de ruim quer se instalar, desgrudando o chiclete sem gosto que é mascar uma raiva assim, que não se quer ter. Guardo meus momentos mais bonitos do que foi vivido, as idéias trocadas, os afetos puros que tive. Se teve, não sei. Mas foi intenso enquanto durou. Eterno, só nas lembranças. Que é assim que todos relacionamentos deveriam permanecer...Inclusive, o que causou o nocaute da bandeira que levantávamos. Num balanço final, não vejo vilões ou grandes malfeitores. Alguns. Alguma. Enfim, não me culpo por nada. Minha participação, mesmo que transitória e nebulosa em alguns momentos, sempre foi constantemente alegre e estusiasmada, querendo apenas o bem; pra mim, pra ti. Pro que viria a ser, se algum dia permitisse o bosque escuro que é o teu coração, nós. Eu choro pelo que não foi, pelo que poderia ter sido. E embora não entenda tua atitude, compreendo. O gosto salgado desse líquido que mascara a face antes do meu sono, e me faz acordar com o rosto inchado. Mas é apenas a visão obscura de noites que algum dia poderiam vir, momentos únicos compartilhados, filmes que queria ver, alguns que eu quero ver no cinema, uma janta num japonês e quem sabe pique-nique, tour pelas praias do Brasil. Vai faltar um cobertor de orelha quando o frio aumentar, e o meu corpo quente poderia aquecer o teu. Ou, vice e versa. Podem faltar os teus elogios a minha boca, minhas roupas. E a minha força, a admiração que tinha pela tua garra, teu esforço. Se fará falta, não sei também. E nada disso, não mais. Acho que, nunca. Por falta de consistência, por um sentimento sobrecarregado, e querendo sair pela fórceps, de qualquer jeito. Nasce errado, doente. Não é o que quero. Se nesse tempo não conquistei, é porque não há espaço. Talvez, não haja tido verdade. E isso me deixa triste. Profundamente inconsolado. Querer entender, e não conseguir..Pra mim, coisa difícil de se aceitar. De nada adiantava minha vocação para ser o anjinho do lado esquerdo, quando você insistia no caminho nem tão bom, mais quente e endiabrado? Um cara maravilhoso, pelas suas palavras. Um cara maravilho, que aos poucos, foi perdendo o poder, esquecendo a força em casa, e se decepcionando com o que no começo, parecia ser ideal. Perfeito príncipe encantado, que pelo que dizem, e vou confirmando, confesso: não existe. Mas, parte feita, papel cumprido, saio de cena. Nada resolve remar sozinho, querer fazer acontecer se sonha sem companhia, sem resolução. É sonho perdido. Vontade desfeita. Acostumado, acontece mais uma vez. Vamos adquirindo maturidade, força. E começamos a entender essa ciranda da vida. O destino, não. Nos colocar um diante o outro, e as mudanças ao longo do percurso, as personalidade à mostra; uma pena que a flor formosa inicial não tenha sobrevivido. Lastimável. Reguei, cuidei, e alimentei. Até mesmo, conversar com alguém maior e gnomos, acredite. Porém, quando não é a hora, a vez ainda não chegou, só resta aceitar. Ontem não conseguia suportar, e hoje já vejo um dia novo, inovador. Que aconteça o que tiver que acontecer, daqui pra frente, ainda com fé. Ela não acaba, só aumenta. Te deixo no porto, que dizes ser seguro, e que afirmas gostar, e sigo minha viagem. amuletos na bolsa, palavras na cabeça e pedrinhas na carteira: há males que vem para o bem; eu sei. E que sejas feliz, que se sintas completo, e alcance os seus ideais. Desejo mal nenhum, não. Não és ruim pessoa. Apenas, quando tomares as rédeas da tua vida, e viveres o momento presente, sem pensar no amanhã, quem sabe podemos nos falar, contato, amizade. Quem, sabe..Quem sabe? Ele sabe, ele faz, ele dá. É só a gente acreditar.